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domingo, 23 de setembro de 2012

DOIS EM UM E AS LEIS UNIVERSAIS

(Porfirio Jesus das Neves)
Antes, uma referência de notável importância, para demonstrar que nosso leque de compreensão precisa estar sempre aberto e cada vez mais abrangente, cada vez mais contemplativo e, por isso, cada vez mais receptivo aos bons eflúvios do Conhecimento Real.
A fé é uma forma de crença imutável e rígida, onde nenhuma nova informação entra. Você se encarcera e inconscientemente não se permite aprender. (Amit Goswami)
Aprendemos em todas as instâncias de nossa vida que existe uma dualidade existencial que é universal. Universal quer dizer, em todos os aspectos, de todas as formas, jeitos e maneiras. Assim como tem a dualidade existencial (duas formas de ser) também existe a dualidade causal. Isto garante que a dualidade, pelo menos, também é dual - o princípio que se reflete em si mesmo. O “pelo menos” significa que, além da dualidade existencial e causal, também poderemos considerar a dualidade de origem (de cima e de baixo), completando assim um ternário de aspectos do princípio da dualidade.
Todo ser vivente depende de dois anteriores para nascer e sempre pode se manifestar de duas formas ou ações diferentes. Isto se aplica a todos os seres viventes neste nosso mundo: animais, vegetais, minerais, astros, planetas, enfim, todos os seres. Cada ser, para existir, depende sempre de dois antecessores e tem sempre duas ações opostas: ser ou não ser; agente ou paciente; ácido ou base; oxidante ou redutor; e, etc.
Existe uma lógica que diz: tudo tem uma causa e uma origem. Esta lógica, por si só, já é uma confirmação de que tudo depende de dois anteriores.
Como exemplo, podemos aplicar esta lógica a um aplicativo de computador: a causa de um aplicativo está na máquina (hardware) e a origem está no sistema operacional (software). Este conjunto é que dá base ao aplicativo computacional para realizar suas tarefas.
Outras ilustrações simples são: Um filho tem um pai e uma mãe. O corpo do Animal Racional pode ser visto como matéria e “espírito”. Assim, tudo e todos, neste mundo, são dois em um. E por 3 motivos diferentes! E ainda temos o motivo dos motivos! Então, somos dois em um, tanto pelo aspecto de causa e origem, quanto pelo aspecto de constituição e formação. E também somos dois em um pelo aspecto existencial e funcional - a pessoa de dentro e a pessoa de fora; o íntimo e o exterior de cada pessoa.
Surge assim a concepção de um “ternário de dualidades” na composição, na geração e na existência de um ser (lei de 3).
Podemos assim dizer que os “seres” são formados por três partes do “antes do ser”, em respeito à lei de Causa e Efeito.
“Os seres orgânicos são a sombra do antes do ser”!
Analisem agora, que o antes do ser é um ternário: o que eram, o que foram e o de onde saíram.
“O antes do ser é a sombra daquilo que eram. A sombra daquilo que eram (o antes do ser) é a sombra daquilo que foram. A sombra daquilo que foram (o antes do ser) é a sombra de onde saíram. E a sombra de onde saíram (o antes do ser) é dos corpos puros e limpos, sem defeitos.
Perceberam a lei de 4 no texto acima?
A lei de 3 e a lei de 4 são leis universais, o princípio da dualidade também. O difícil é sabermos conjugar os princípios da dualidade com a lei de três. E ainda termos que considerar a lei de 4, sem ofender a lei de 3 nem o princípio da dualidade.
Tudo isto parece ser de difícil compreensão quando queremos entender a coisa como um todo, usando apenas o pensamento e a imaginação, porque a nossa capacidade mental trabalha bem com a concepção da dualidade e, razoavelmente bem, cria hipóteses na concepção da trindade.
Com nós mesmos, observando a nós mesmos, constatamos assim que o desenvolvimento do pensamento e da imaginação, que é uma dualidade da ação mental, é que fazem nossa mente agir e reagir em relação às demais coisas. Mas isso é muito pouco, ou nada mesmo!
Mas este suporte mental é que vai contribuir para a concepção do “terceiro milênio”, consagrando a lei de 3 e a lei de 4. Da dualidade, pensando e imaginando, chegamos ao desenvolvimento do Raciocínio – o “terceiro” que é espacial.
Mas esta conclusão somente será verdadeira se respeitarmos a lei de 3 e a lei de 4. Para chegarmos ao “terceiro” precisamos de três dualidades em conjugação, três dimensões conjugadas. Podemos, assim, sugerir a compreensão da lei de três: “para alcançarmos o “terceiro” precisamos de três dualidades, porque a lei de 3 não pode ferir o princípio da dualidade, assim como a lei de 4 não fere o princípio da dualidade nem a lei de 3.
Portanto, a partir da dualidade de pensar e imaginar, é alcançado o desenvolvimento do Raciocínio, que é o “terceiro” (o ato perfeito). A dualidade pensamento-imaginação é gerada pela dualidade genética e aplicada sobre ela mesma como fator dominante e fator recessivo (objeto em transformação e evolução) e coordenada pela dualidade existencial do “ser ou não ser” e do “antes de ser” (ordenação, regência e comando do ato perfeito gerado do objeto e aplicado sobre o objeto pela vontade de “uns tantos”).
Assim como a dualidade implica na lei de 3, assim também a dualidade e a lei de três, combinadas como dois elementos, implicam na lei de 4.
Ilustrativamente, a lei de 4 pode ser vista em um tetraedro! Como sabemos, um tetraedro tem quatro faces iguais, mas pode ser visto como uma conformação sólida de três faces conjugadas sobre uma quarta face. Qualquer face pode ser a base e temos quatro opções geométricas para ser a base do tetraedro, em respeito à lei de 4, mas, por serem todas iguais, a lei de 4 representa o retorno à UNIDADE. As quatro faces são triangulares em respeito à lei de 3. A face que é tomada como base pode estar orientada para cima ou para baixo, em respeito ao princípio da dualidade. Está aí a liberdade como imperativo da Natureza.
Assim, quanto à orientação espacial, o tetraedro pode conformar uma pirâmide de três faces sobre uma base triangular que, quando dispomos a base em cima, temos aí a conformação que sugere um brilhante. Em resumo, um tetraedro é uma pirâmide triangular ou um brilhante de acordo com a intencionalidade de olhar (lei de 4, lei de 3 e dualidade simbolizadas por uma forma sólida).
Não é por acaso que a Ciência constatou que a manifestação da vida tem por base o átomo de carbono cuja representação espacial é feita por um tetraedro. E todo e qualquer tipo de vida, dentro do conceito científico, deve apresentar átomos de “carbono quiral”, que também é referido como carbono assimétrico.
Um carbono quiral é aquele que está ligado a quatro radicais diferentes entre si e adquire este nome porque sempre será possível obter outro composto que é dito enantiômero ótico, como se fosse uma imagem refletida no espelho. Estes isômeros óticos constituem uma classe de compostos químicos de extremo interesse para compreendermos a manifestação da vida. A isomeria ótica é comprovada experimentalmente pela propriedade destes compostos desviarem a “luz polarizada” para a direita ou para a esquerda. Todos os aminoácidos, que dão base para construção das proteínas, têm pelo menos um átomo de carbono quiral. E assim, todos os demais compostos que servem para explicar a manifestação da vida na matéria.
Este “devaneio” pela Química se justifica para ilustrar uma aplicação do princípio da dualidade, lei de 3 e lei de 4 na manifestação da vida, ilustrada pelo carbono tetraédrico.
E por causa deste conceito preliminar, podemos compreender que uma pedra também é um ser vivo. A base de construção das pedras, é o átomo de silício que, igualmente ao átomo de carbono, também é um tetraedro e assume conformações quirais ou isomeria ótica.
O ser 2 em 1 tem todos estes desdobramentos, e muito mais, porque a dualidade implica na lei de 3 e, conseqüentemente, para alcançarmos a “vida espacial” teríamos que considerar a lei de 4, tendo em vista que um triângulo isolado define apenas um plano ou Planície. Um plano se define por três pontos – este é um dos postulados da geometria.
Apenas fazendo uma rápida referência à Cultura Racional: quando aprendemos a combinar as três mecânicas da geração, formação e desenvolvimento dos seres, mecânica Racional, mecânica Material e mecânica Celeste – Lógica, que está na Planície - também aprendemos que há uma mecânica que é dita do verdadeiro Deus, o Redentor, que é quem dá o referencial da base da origem a todas as coisas – Base, que está no Mundo Racional – tudo é de origem Racional.
Também, por este aspecto, alguns se referem a uma visão “quadridimensional” do Racional Superior da Terra, consagrando assim a lei de 4, ilustrada pelo nosso tetraedro na Química.
Entenda-se que o Racional Superior da Terra é um habitante do Mundo Racional, puro, limpo e perfeito e, portanto, não se entende como dois em um. Em realidade Ele é um só: o Racional Superior da Terra (vide 1º. Fascículo da Réplica – “Quem é o Racional Superior da Terra?). Ele é um só porque Ele nunca foi nem é deste mundo tridimensional (Planície) e, por isso, teve a missão de ditar o livro Universo em Desencanto, onde aprendemos tudo isso, sem ofender nenhum conhecimento desenvolvido pela mente humana.
O livro Universo em Desencanto desenvolve o “Raciocínio Espacial” libertando todos deste mundo tridimensional que é a Planície. Surge assim o real conceito de “vida espacial” (tetraédrico) – é o que está acima destas três dimensões que definem a Planície – é a vida Racional, do Mundo Racional. E o pensamento achava que três dimensões já era espacial.
O Conhecimento desenvolvido pela mente humana, como na conformação de uma pirâmide, de baixo para cima, parece ser uma imprudência humana, mas, em verdade, foi forma definida pela própria natureza para lapidar o brilhante.
Na verdade, todo o conhecimento desenvolvido pela mente humana, faz parte de uma construção universal que tem por meta lapidar e preparar para o retorno de todos ao seu verdadeiro estado natural. O brilhante é a “Energia que está materializada em forma de máquina do Raciocínio”.
Lembram da configuração de um tetraedro que quando a base está em baixo vemos uma pirâmide e que, quando invertemos a base para o lado de cima, enxergamos um brilhante? Então, assim também podemos definir o encanto e o desencanto. E também podemos ilustrar comparativamente com a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e a Árvore da Vida.
O encanto está na conformação de uma pirâmide porque usamos a base voltada para baixo; as raízes da árvore estão no chão; a evolução é de baixo para cima. Já o desencanto está na conformação de um brilhante, como uma imagem especular da pirâmide; as raízes da árvore estão em cima; a revelação é de cima para baixo.
E aí, a gente se define: ou aceita a orientação que vem de cima (revelação ou desencanto), assumindo que a base está em cima, e tornando a vida um brilhante, ou a gente continua assumindo que a base está em baixo e continuamos enterrados nesta “pirâmide quiral” da matéria, pensando em chegar ao vértice com a base no chão (ilusão ou encanto).
A opção lógica é o Conhecimento da Imunização Racional – leia o livro Universo em Desencanto e encontre o seu próprio brilhante em si mesmo.

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