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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ACABOU A FASE DA TORRE DE BABEL, ACABOU A FASE DO ENCANTAMENTO


(Prof. Porfirio J. Neves)
A maior virtude do ser humano, se assim podemos nos referir a este ser desconhecido de si mesmo, é a busca incessante de seu verdadeiro ser. Essa é a grande virtude, buscar se conhecer.
A concepção de que estarmos dentro de um mundo encantado, por si só, já aponta para o grande mistério da vida e da origem da vida. Ora, se estamos encantados, não temos nenhuma referência da verdadeira solução do que somos verdadeiramente. E por isso temos que continuar buscando.
É o mesmo que dizer sobre as velhas estórias da carochinha: se o príncipe ficou encantado na forma de um sapo, será que o sapo teria a consciência de que era um príncipe? Ou será que o sapo não tinha nenhuma consciência a seu respeito?
E a humanidade? Se a humanidade está encantada, terá ela condições por si só desencantar-se?
Bem, se alguém aí do outro lado está se sentindo um sapo e acha que merecia ser um príncipe encantado, certamente vai ter que esperar por uma princesa para beijar a boca do sapo, para ver se desencanta.
Mas, como poderia o sapo saber que estava encantado, se não tivesse quem o desencantasse?
De forma semelhante, como pode a humanidade saber que está encantada se não houver um poder supremo para desencantar?
Sim, Deus existe! Ou pelo menos foi este o conceito usado pela humanidade encantada para se referir a UM PODER SUPREMO e buscar entender a si própria.
Porém, toda a construção e desenvolvimento que a humanidade tem buscado empreender em busca do absoluto tem se baseado em seus próprios recursos mentais e intelectuais. Eis a Torre de Babel.
Isto corresponde à estória do sapo, ou príncipe encantado, na estória da carochinha. O sapo não tinha condições de por si só quebrar o encanto; ele não tinha como dizer para a princesa dar-lhe um beijo para quebrar o feitiço. Isso não dependia do sapo ou, como sabemos, era um príncipe encantado.
No caso da Humanidade, também não depende da humanidade quebrar o grande feitiço que se abateu sobre todos para todos ficarem encantados. A humanidade está ou estava na mesma condição de sapo, que era o príncipe encantado. Digo estava, porque hoje a história é outra; hoje é a Fase do Terceiro Milênio. O mundo, certamente mudou.
O Feitiço que se abateu sobre toda a humanidade só poderá ou poderia ser compreendido por esta humanidade, quando de fato a humanidade puder comprovar que o sapo pode virar príncipe. Aí todos terão as provas e comprovações da verdadeira realidade.
As intuições através da história da humanidade vêm de encontro com esta condição de encantados, embora a vaidade humana não quisesse assumir formalmente a sua condição de sapo.
O encanto a que me refiro que domina a humanidade é exatamente o fato de que todos vivem muito mais ligados nas coisas da matéria e em tudo que é passageiro, pois já percebemos que tudo é passageiro nesta vida, do que na busca do desencanto ou na busca da verdadeira solução.
A busca do desencantamento pode também ser sentida como sendo o grande objetivo dos grandes pensadores evoluídos que, percebendo que não somos deste mundo se questionaram: então de onde somos? Se não somos deste mundo, então somos de onde?
Mas, o pensamento dos grandes pensadores não respondeu. É que o pensamento é justamente a força que resume em si o conceito de encanto. O pensamento é o ator principal do encanto humano.
É isso que precisamos usar como conceito primordial na busca do desencanto: o pensamento é a ação de encantamento; no pensamento está a força que encanta que nos faz pensar só no que conhecemos que nos faz pensar só no que o pensamento tinha capacidade de entender, ou seja, o mundo material, pois, o pensamento é um subproduto deste mundo material.
O pensamento é feito da matéria. Logo, o pensamento só pode pensar na matéria ou, no máximo, se basear na matéria para tentar encontrar algo fora dela. O pensamento tem dessas coisas, porque o pensamento é livre. Ao mesmo tempo em que está preso estruturalmente à matéria, por ser livre, pode tentar buscar novas formas de entendimento. Essa é a única virtude do pensamento, se assim podemos nos referir.
Buscar novas formas de entendimento.
E isso já está bem compreendido pela humanidade na condição de pensador, sofredor e mortal. Todos admitem algo fora da matéria; todos admitem a vida fora da matéria. Está aí a concepção que nos foi desenvolvida pelo Mundo Espiritual. Mas há quem ainda duvide disso.
Desta forma, para não nos alongarmos em maiores argumentos e para não gerar mais devaneios, a humanidade, após evoluir e alcançar todo este progresso tecnológico material e sendo acompanhada até certo ponto pela assistência do Mundo Espiritual, agora a humanidade está se confrontando com a sua própria realidade existencial, pois não está achando por si só a forma certa de dar o próximo passo, em direção ao que todos já tinham estabelecido como meta final.
Mas era a meta final dos pensadores que resumiam isso na palavra Deus. Todos queriam alcançar Deus e esqueceram do episódio da Torre de Babel – uma paródia que não deu certo.
A Torre de Babel representa exatamente isso – a pretensão do ser humano pensador tentar alcançar o Mundo Divino subindo na mais alta Torre. Segundo a Bíblia, isso deu uma grande confusão, dizem até que daí se originaram os diferentes idiomas. Mas isso é estória. O significado melhor da Torre de Babel é a pretensão do Homem alcançar Deus subindo na Torre mais alta, que ele, homem, pudesse construir.
Ficou a Torre de Babel como símbolo da imprudência humana. Mas, por o pensamento ser livre, não parou por aí. Hoje têm muita gente investigando a possibilidade de construir naves espaciais para alcançar as partes mais longínquas do Universo, outras galáxias e coisas assim.
O que me entristece nesta história da ficção científica é que eles querem fazer isso gastando os nossos recursos da saúde e da educação. Eles gastam muito para construir foguetes e bombas e grandes pesquisas, sem nenhum resultado objetivo. Estão cometendo o mesmo equívoco da Torre de Babel.
Certamente, a humanidade já deveria ter compreendido, e muitos já estão compreendendo, que para alcançarmos um reino superior ao mundo da matéria necessitamos sim, e com muita urgência, do apoio e da orientação que vem da força Suprema, e não das nossas doutrinas e não da nossa Ciência.
Precisamos muito, e cada vez mais, da verdadeira orientação. Afinal, Deus existe! E não é só para acreditar, é para se ligar a ELE.
Mas, na nossa concepção formada pelo pensamento de seres encantados e preparados pelo Mundo Espiritual, que afinal, também fazem parte deste encanto global, tentamos buscar Deus com os mais elevados pensamentos e não encontramos nada.
A realidade é que Deus não nos deu pensamento, como muitos pensavam. Deus não se comunica através do pensamento, nem dos mais elevados pensamentos. A prova disto está no fato de nunca ninguém ter encontrado a Força Divina Suprema pelo pensamento. Deus, o verdadeiro, nos conferiu a capacidade de Raciocinar, porque Deus é um Racional Superior. Somos de origem Racional, portanto Deus é um Raciocínio Supremo.
Aí os encantados fizeram a maior confusão. Pensaram que o Raciocínio de Deus era um pensamento elevado. Confusão e mais confusão dominando as mentes humanas. E por que o pensamento domina a Mente Humana?
Porque o pensamento é um produto derivado da Velha Serpente. Aquela mesma, a dona do feitiço que enfeitiçou esta humanidade materialista. Aquela bela senhora do Paraíso Bíblico que mostrou as delícias da matéria para um “infeliz casal” que se deixou seduzir por uma maçã.
Eta “estorinha” triste! Acredita quem quiser! Entretanto, percebam que há um fundamento muito forte e que pode justificar ou tentar explicar, convencendo os materialistas, que a humanidade ficou toda encantada que nem um sapo. A serpente pode ter encantado todos. Como saber?
Sim! Nesta comparação, a humanidade tinha e tem uma verdadeira origem da realeza Racional, dos puros limpos e perfeitos. Afinal o Paraíso é uma tradução de um mundo onde não há sofrimento porque não há encantos nem feitiços.
Se toda a humanidade ficou enfeitiçada, porque quis, diga-se de passagem, pela velha serpente, então a humanidade, depois desse evento bíblico passou a viver dentro do mundo do encanto, e Deus, neste sétimo mundo, ou sétima transformação, ou “sétimo dia”, como queiram, Deus ficou aguardando que a Serpente, a dona do pensamento entregasse toda humanidade bem lapidada e bem evoluída pelo pensamento discordante, para então encontrarmos a nossa verdadeira redenção ou encontrarmos em nós mesmos a nossa identidade da nobreza ou realeza Racional.
Está aqui no Universo em Desencanto, na Cultura Racional toda a revelação do poder supremo para que toda a humanidade encontre o que deve ser encontrado.
E nesta rápida explanação alguns argumentos que o Racional Superior nos apresenta no Livro Universo em Desencanto, para ver se a humanidade continua com sua busca, iniciada pelo pensamento no encontro à nossa verdadeira realidade de existir, nós e a Natureza que nos fez.
(H-004 p-036) “A vida é de valor supremo a tudo que existe, porque a vida do Animal de Origem Racional tem a identidade do Mundo Racional. E por ter essa identidade, volta ao verdadeiro Mundo de Origem, o Mundo Racional”.
“A forma de vida criada, por desconhecimento da VIDA, é a causa de julgarem e pensarem que a vida fosse essa mesma, por não conhecer a vida verdadeira de Racional puro, limpo e perfeito. E por desconhecer a Origem, que foi a causa de assim serem, por isso ficaram nesse estado de inconsciência e à procura da INDIVIDUALIDADE PERFEITA, por sentirem a justificação da causa, por não haver efeito sem causa. Então, pensando e dizendo que a individualidade perdida estava na origem, que deu causa de todos assim serem, por não haver efeito sem causa”.
Assim dito e refletindo sobre a estória da serpente no Paraíso, bem que dá certo sentido, justificando porque o ser humano ficou encantado, vivendo no mundo do encanto que é esta “sétima transformação, da velha serpente”. Mas, quem criou tudo isso? Eis a revelação.
(H-027 p-091) Estamos agora ligados ao Supremo Deus verdadeiro, o Racional Superior. Um Raciocino Supremo, um raciocínio superior a todos os raciocínios, o Supremo Deus verdadeiro (REDENTOR); não o criador dessa deformação. Criador dessa deformação são os habitantes que aí estão sofrendo, as conseqüências do que criaram para si mesmo.
(H-169 p-140) “E quem é o dono do segundo mundo? Um Raciocínio Supremo que se transformou, pela transformação da Planície, nessa infinidade de Raciocínios. (esse é o Criador)
E quem é o Deus verdadeiro dos Racionais?
O Racional Superior. Um Raciocínio supremo, por estar acima de todos e de tudo – o Raciocínio Supremo é que originou (esse é o Redentor). É a origem verdadeira de todos os Raciocínios. E hoje, todos que passaram a se conhecer, sabem que todos os raciocínios são de origem do Mundo Racional. O Mundo Racional é o causador de todas as máquinas do raciocínio. E, por isso: Raciocínio – Racional; Racional – Raciocínio”.
Esta é a fórmula do desencantamento. Leia o livro Universo em Desencanto e venha se preparar como todos nós para o desencanto universal, a verdadeira solução da vida.

Obs.: H = Livros U. em D. do Histórico
www.universoemdesencanto.com.br
www.programaavozracional.com.br

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