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quarta-feira, 10 de junho de 2015

NO MAR À TARDE


(Angela Maria da Silva, estudante de Cultura Racional, Recife, PE)

 “Moço, olhe pra lá”, diz um senhor, apontando para o mar. “De um lado para o outro só se via cerração há 30 anos passados, hoje não tem mais evaporação no mar, devido a isso não chove mais”.
Tal observação é relatada ao entardecer, onde olhos contemplativos não enxergam mais no mar a mesma cena dantes vista, comparando o passado com o presente e a mudança da natureza.
O relato acima é uma prova que a natureza mudou e essa mudança está sendo vista por todos, basta ouvir os comentários nas ruas, pessoas reclamam do calor de matar, do frio de matar, enchentes, vendavais, mudança das estações do ano, mês que chovia hoje faz sol e o inverso acontece também.
As transformações naturais da natureza são um processo que acompanha a humanidade desde os primórdios, antes gigantes com provas e comprovações da ciência, agora minguados pelas transformações que degeneram e, cada vez mais fraco, tudo muda na vida do planeta.
O mar que avança em algumas cidades, em outras recua, rios secos, águas que mudam o curso da natureza, modificando a vida de todos. A vida transformando dia a dia, imperando a mudança natural da natureza que hoje é Racional.
Águas, fonte de vida e vida em todos os sentidos: vegetal, animal, espacial, terreal. Vidas que necessitam da água para evoluir, um líquido precioso que mantém o curso da vida. Águas dos mares, dos rios, cachoeiras, águas doces, salgadas, salobras, águas que rolam sempre para baixo, indicando que tudo começa e tem fim, escorre na terra e se transforma em ar.
A mudança da natureza é um imperativo, ela manda e comanda os feitos daqui, quem tem olhos vê, quem tem ouvidos ouve, a natureza dando o recado, a fase é de mudança, sair da condição que estamos de seres vindos de um pingo d’água (espermatozoides), para a verdadeira condição acima dessa deformação. Mas, isto é um conhecimento que a natureza nos dá neste terceiro milênio pela leitura dos Livros Universo em Desencanto.

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