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sexta-feira, 13 de abril de 2012

ELEMENTOS, CONJUNTOS E A ORIGEM



(Porfirio J. Neves)


Palavras do Racional Superior da Terra: (*R-03 pág. 81) “As ricas flores do Meu Jardim são ricas flores Racionais. São pessoas dignas de louvores pela convicção real do conhecimento e reconhecimento do Mundo Racional”.

Quando nos referimos que a Terra é um organismo vivo como sendo verdade, precisamos entender qual o sentido está sendo expresso com a palavra “terra”.

Agora, quando afirmamos que a terra não tem vida e que nada produz sem água, certamente, não pode ter o mesmo sentido que tinha na frase anterior.

Então, nosso entendimento precisa estar sendo adequado constantemente com o sentido das palavras e de acordo com o contexto em que elas são apresentadas. Nosso próprio desenvolvimento nos faz compreender cada vez melhor, pelo sentimento puro.

Seria perda de tempo ficar combatendo a afirmativa de que a terra não tem vida contra a afirmativa de que a Terra tem vida. Como quem diz: afinal, a terra tem vida ou a terra não tem vida? Seria pura perda de tempo.

Quando o elemento terra, que isoladamente não tem vida, está organizado com o elemento água e o elemento calor, aí forma-se um conjunto chamado Terra que dá o sentido destes três elementos: água, calor e terra. A terra é um organismo vivo apenas se estiver em conjunto com a água e com o calor.

Acompanhando este discernimento até aqui, posso comprovar que existe um terceiro sentido para a palavra TERRA.

E aí vem a pergunta: porque sugerir um terceiro sentido para a palavra Terra se estes dois sentidos já são suficientes e claros para entendermos a ação Cosmológica universal?

Se já temos o sentido de que a terra-elemento é uma coisa e de que a Terra-conjunto é outra coisa, para quê um terceiro sentido? E, se for o caso, qual deve ser este sentido?

Uma razão simples que justifica este terceiro sentido é justamente o que nos permite sair daquele eterno dilema: -“quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”

Nesta comparação, o ovo representa o elemento e a galinha representa o conjunto. Quando a galinha nasce do ovo é o elemento que forma o conjunto; quando a galinha bota um ovo é o conjunto formando um elemento. E AÍ? Como é que fica?

É justamente o sentido que estamos adquirindo com a Cultura do Terceiro Milênio. O elemento e o conjunto representam dois milênios e, por si só, saber disto não nos leva a lugar algum. Eu posso conhecer todos os elementos e eu posso conhecer todos os conjuntos e suas inter-relações, mas isso não me adianta nada se quiser sair deste mundo. Então há que haver um terceiro sentido para todas as coisas que conhecemos como elementos e conjuntos.

Lembrando apenas que os elementos podem ser entendidos como “energias puras” independentes entre si, e os conjuntos, por serem combinações de duas ou mais energias, podem ser considerados como organizações de energias, ou como estados de energias. E há uma grande diferença no modo de combinar energias puras.

Organizações de energias degeneram e podem até deformar-se e poluir-se pelo fator natural de que alguma energia será gasta para manter a organização. Já os estados de energia não degeneram porque não há perda de energia nas mudanças de estado.

As “organizações de energias” formam a parte degenerada e deformada e poluída; já os estados de energia continuam sendo energias puras. Basicamente, esta compreensão, é a base do entendimento da revelação dos dois mundos: o mundo elétrico e magnético que se origina dentro de uma organização que se degenera e se deforma e a parte Racional que se expressa em “estados de energia”.

Quando estamos falando em termos de Cosmogonia, temos uma lei universal: são três mundos, em três dimensões. Agora, quando estamos falando em termos de Cosmologia, aí começamos a compreender a estrutura do universo: justamente, as sete partes do porquê de tudo, dentro de uma organização.

Mas, o estudo cosmológico, ou estudo da estrutura do universo, tem de atender às condições estudadas na cosmogonia que é o estudo da origem e da evolução do universo. Origem e evolução, para depois entender a estrutura e seu funcionamento. No livro Universo em Desencanto os estudos são apresentados de forma simultânea fechando um entendimento só na conclusão final.

Então, quando se fala em Terra, na verdadeira origem do universo, estamos falando em algo anterior ao sentido que se tem do conjunto organizado chamado Terra.

No estudo cosmológico temos a terra como um conjunto ou organização, que é o local onde se combinam os elementos calor, água e terra. Já no estudo da cosmogonia temos a terra como um dos princípios formadores do universo.

Aí está um terceiro sentido para a palavra “terra”! É o sentido de origem e de evolução. Sendo então, o terceiro sentido, a cosmogonia, o principal objeto de esclarecimento da Cultura do Terceiro Milênio.

E muitas mentes pensantes ainda fazem confusões aqui e ali com a palavra “terra” e insinuando que no livro Universo em Desencanto há contradições com a ciência ou com a religião.

No estudo da cosmogonia Racional verificamos que a matéria antes de ser matéria era uma Resina e antes de ser Resina era uma formação sólida da composição da Planície Racional. Mas, algumas pessoas esquecem-se de fazer as devidas análises que justificam o porquê de tudo ser como é!

(*R-21 p-35) “Nunca poderiam encontrar a originalidade da vida na matéria. Porque a matéria, antes de ser matéria, era uma Resina; antes de ser Resina era uma composição Racional já em degeneração; antes de se degenerar era uma formação sólida da composição da Planície Racional (grifo meu) que desceu e que esquentou sob ação do Foco de Luz e, por esquentar, começou a ser extraído desta Planície uma Resina, que deu origem à Terra.”

Então, a palavra matéria, seguindo este discernimento, também pode ser considerada com três sentidos ou três dimensões de análise. Matéria-elemento, matéria-conjunto organizado e matéria-origem e evolução.

Desta forma podemos entender que uma coisa pura, limpa e perfeita, na sua individualidade verdadeira, pode deixar de ser individualidade quando se organiza em conjunto para formar alguma outra coisa, porque vai perder energia por conta da organização.

Este é o principal foco, na minha análise, de que trata o Racional Superior da Terra, para nos fazer entender como que de puros limpos e perfeitos chegamos nesta condição de total poluição, dependendo de tudo e de todos para viver. E cada vez precisando criar mais e mais organizações.

Logo, quando me baseio no uso da liberdade como razão fundamental da existência de tudo, posso entender que associações de Energias Puras são permitidas e podem não resultar em poluição, mas tão somente em novos estados de energia, que não necessitem de organizações.

Agora, quando o uso da liberdade individual passa dos limites, torna-se necessário criar organizações e aí certamente fica demonstrado porque este mundo em que habitamos se degenerou, deformou e ficou totalmente poluído, onde se faz confusões da organização dos seres orgânicos e com a vida. É que parte da energia vai ter que ser transferida para manter as organizações da vida. Daí o fator degenerativo e conseqüentes deformações.

E qual seria a principal razão para que energias elementares, individualidades no seu estado natural de pureza, limpeza e perfeição, teriam que se associar para formar organizações de energias e dar conseqüência ao processo degenerativo universal?

Na minha análise, que posso tornar pública a título de sabatina do Conhecimento e como estímulo para quem quiser conhecer, vejam bem, considerando o contexto de que energias puras são independentes entre si: Se uma dessas energias independentes sofresse um colapso causado por uma ação indevida de umas tantas energias independentes, no abuso da liberdade, esta energia em colapso entraria em processo de degeneração, tornando assim necessária a associação com outras energias, na busca eterna de manter o nível de pureza, perfeição e limpeza.

A associação de energias de uns tantos com uma energia em degeneração, como nos relata o Racional Superior da Terra é que deu início a todas as demais degenerações, deformações e poluições. Eis o princípio dos princípios.

“O princípio e a origem desse mundo assim foi. Começando a progredir por conta própria, na parte que ainda não estava pronta, ao invés de irem para frente, foram para trás; ao invés de irem para melhor, foram para pior; porque esta parte não estava pronta. Então esta parte começou a deslocar-se da Planície.”

Eis a lógica do por que tudo passou a se transformar para criar a organização dos seres orgânicos.

Esta parte que começou a deslocar-se da Planície é a energia que ficou degenerada do que era e por isso as demais energias envolvidas neste deslocamento “tiveram” que se organizar com ela no sentido de recuperar e manter o estado de pureza, limpeza e perfeição do conjunto maior que se chama Planície Racional.

Esse é o princípio dos princípios deste universo degenerado, deformado e poluído. E como é que uma energia, ou um pedacinho de uma energia, como queiram, entraria em degeneração? Justamente pela associação fora dos limites com outras tantas energias! Foram deslocadas do estado natural!

E como nós podemos ver este deslocamento? Deslocamento de quê? Deslocamento para onde?

Pelo resultado e pelas conseqüências, para quem sabe ler, um pingo é letra! Mas isso já foi dito anteriormente, no livro Universo em Desencanto. Está aí a verdadeira origem da humanidade, nos informando, nos esclarecendo e nos preparando para este entendimento, o entendimento da razão da existência e de tudo e de todos sob todos os aspectos, pelo desenvolvimento do raciocínio natural.

E por isso, (*R-07 p-12) “Ninguém é culpado do sofrimento de ninguém, visto a ação da Natureza ser esta: EVOLUTIVA, REGRESSIVA E ROTATIVA para chegar no seu ponto real – o Mundo Racional – e, por isso, ninguém podia paralisar para endireitar”.

(*) R = Réplica dos Livros Universo em Desencanto

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