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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A FÉ


(Danusa Paulino Souto)

Amigos, SALVE!
Nos livros Universo em Desencanto diz:
“A fé fanatiza, a fé é do falso condutor. Se a fé valesse e resolvesse, todos venceriam com o poder da fé e ninguém sofreria.
Não haveria sofrimento, porque todos com o poder da fé resolveriam tudo de bom ou de mal. Por a fé ser um enigma desse encanto é que vivem mantendo o sofrimento e o pranto.”
Esta declaração pode até chocar alguns leigos, que retrucam: “a fé remove montanhas …fui curado através da fé” …outros: “Que é isso?… se a gente não tiver fé, como é que fica? …a vida sem fé não tem graça”.
Bem, vejamos: de acordo com a ciência a fé, às vezes, faz a pessoa produzir um impacto que pode causar (junto com algum auxílio, como por exemplo, uma oração) a redução dos hormônios do stress, tais como a noradrenalina e adrenalina. Mas, a fé não se trata especificamente de intervenção divina, feitiçaria ou coisa e tal. Trata-se de comportamento, certo autocontrole.
De acordo com a Revista Superinteressante de novembro 2013: “A genética também ajuda a explicar a origem da fé. O geneticista americano Dean Hamer causou rebuliço no meio científico em 2004 ao anunciar a descoberta dos genes da fé – ou, como ele preferiu chamar, o gene de Deus. Batizado de  VMAT2, trata-se de um conjunto de genes que ativam substâncias químicas que dão significado às nossas experiências. Eles atuam no cérebro regulando a ação dos neurotransmissores dopamina, ligada ao humor, e serotonina, relacionada ao prazer.
Durante a meditação, por exemplo, esses neurotransmissores alteram o estado de consciência. “Somos programados geneticamente para ter experiências místicas. Elas levam as pessoas para algo novo, ouvem Deus falar com elas”, explica Hamer. O pesquisador aplicou um questionário para medir o grau de espiritualidade em um grupo de 1.001 voluntários”.
Sabemos que tudo neste mundo é energia transformada em seres (visíveis e invisíveis), mas, que essa energia que não é mais a nossa verdadeira, a primordial, que é a energia do nosso mundo de origem que se deformou e se degenerou em 2 (duas), que são as energias elétricas e magnéticas, componentes de todos os níveis existentes neste universo em que vivemos, a saber: a elétrica mais forte, mais ou menos, e mais fraca e da mesma forma, a magnética.
A fé é um ser componente deste contexto eletromagnético, um ser invisível, portanto, é um ser de energia sutil, que se traduz e se manifesta em nossos sentimentos. Daí ela funcionar como um bom paliativo, quando a intenção é para o bem.
Sim, um paliativo. E por quê?
Porque:
- Bastaria ter fé para que a fome e a miséria e a desigualdade no mundo cessasse;
- Bastaria ter fé para o desemprego no mundo cessar;
- Bastaria ter fé para as doenças no mundo cessarem;
- Bastaria ter fé para as guerras no mundo cessarem;
- Bastaria ter fé para o terrorismo no mundo cessar;
- Bastaria ter fé para o sofrimento no mundo cessar!
Temos que ter a Consciência Verdadeira, a supraconsciência, que é o desdobramento sobre si mesmo, sobre os outros e o resto do Universo conseguido no desenvolvimento do Raciocínio. É justamente disto que mais precisamos hoje e não da fé, principalmente a fé cega.
De acordo com os estudos da Antropologia, a fé consiste em um sentimento de respeito, submissão, reverência, confiança e até de medo em relação ao sobrenatural, ao desconhecido. Ela não supõe compreensão.
E à luz da Teologia cristã – e aqui reside seu maior dilema – fé vem do latim “credere”, derivado do verbo crer, gerando uma opinião vaga, incerta e indefinida, como alguém que diz: “Creio que vai chover!”
A palavra fé vêm do termo “fides”, radical de fidelidade, harmonia e sintonia, ao contrário do que o mundo cristão pensou em ser “crença”.
É que o substantivo latino “fides” não tem verbo, e como fé é derivado de fides, também em Português, como na maior parte das línguas neolatinas, não existe verbo derivado dela, aí usaram a palavra crer, crença.
O verdadeiro “fides”, harmonia, fidelidade é com as Leis extra-Cósmicas Naturais, base de tudo existente e, não fora delas. E é através dessas leis, contidas nos livros Universo em Desencanto, que se consegue o desenvolvimento do verdadeiro “fides”, cujo ponto de partida único, é o desenvolvimento do raciocínio ou Glândula Pineal.
Qualquer outro procedimento diferente desse, apenas manterá o ser humano preso a essa cadeia milenar de paliativos, num nasce e morre constante, e sempre em piores condições, regadas pela esperança, que é a última que morre, sem jamais alcançar a definitiva bonança.
Para sair dos paliativos, o livro é Universo em Desencanto, de Cultura Racional, para acessar o “fides” real.
Essa sim, é a sintonia verdadeira e positiva.

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