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domingo, 29 de julho de 2012

SOMOS SEMPRE OS MESMOS A NASCER E A MORRER NESTE MUNDO PARTE 1

(Porfirio Jesus das Neves)
Esta afirmação pode ser fundamentada no princípio de que nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, conjugado com a lei de causa e efeito, para comprovar como e por que tudo se transforma. E ainda temos a considerar o principal dos fundamentos: a Justiça Suprema a Tudo e a Todos. Sim! Porque a nossa existência neste mundo é um caso de Justiça.
Portanto, trataremos este assunto com base e com lógica, à luz das informações mais preciosas que temos no universo. A base é a origem e a lógica é a causa. A base é o Mundo Racional e a lógica é a Planície que se transformou para dar causa a este segundo mundo. Tudo, para existir, tem que ter uma causa e uma origem. Tudo! Inclusive o Raciocínio.
Algumas questões preliminares precisam ser respondidas para nos revelar o sentido ao qual queremos nos ater, que é justamente o fundamento, ou os fundamentos, desta vida. Muitos vivem a vida de matéria sem saber o porquê dela. Pensam e não sabem por que pensam; imaginam e criam ficções na busca de soluções experimentais, constituindo assim uma vida de experiências ou espiritismos.
-“Somos o que somos!” Dizem alguns. E todos continuam sem saber o que somos e vão vivendo sem ter uma real definição que esclareça o porquê de tudo.
Nesta forma de ignorar a si mesmo, é que surgem as fantasias, os engambelos, os sonhos e tudo que é necessário para mantê-los. Constitui-se, assim, a vida do encanto, vida da matéria. Todos encantados!
E assim também se justifica a vida do sofrimento. Quem não sabe por que vive, sofre! Porque quem sabe não sofre – esta é a lógica que nos assegura que precisamos conhecer e saber cada vez mais sobre nós mesmos.
Quem sabe não sofre! Pois, é este não saber que contribui para a incompreensão da vida onde a morte é uma aparente meta final de tudo. Quem não se conhece morre! Quem se conhece sabe que a VIDA é sempre a mesma, muda o corpo, mas a VIDA continua. Então, o maior patrimônio da vida é a pessoa se conhecer. Quem sou de onde vim e para onde vou. Por que vim parar neste mundo e como vim e como vou voltar para de onde vim. Eis as questões fundamentais que todos deveriam estar prestando muito mais atenção.
O pensamento e a imaginação humana não encontraram uma resposta que satisfizesse todos os aspectos, como assim, até hoje, todos continuam a se perguntar: quem somos de onde viemos e para onde vamos. Ciências, Religiões e Filosofias. Cada qual com seus aspectos de investigar e deduzir e todas elas com a mesma conclusão: o “não saber” de nada sobre tudo. Ou será o “não saber” de nada sobre o nada mesmo? Somos tudo ou somos nada? Perguntas de quem não se conhece.
Pelo que vamos percebendo, este assunto de sermos os mesmos a nascer e a morrer, necessita de uma base e de uma lógica que residem fora do potentado da matéria. O potentado da matéria tem por base um saber aparente – parece que sabe – mas, na realidade, não sabe nada, porque não se conhece. Se fossemos nos basear apenas no que o pensamento humano pôde alcançar até agora, este assunto ficaria vazio como sempre ficou nas filosofias e nas ciências originadas pelo pensamento.
Como assim, na história da humanidade, tivemos várias formas de buscar entender este assunto com os potentados do conhecimento da matéria: a reencarnação, do ponto de vista espírita e a lei da conservação das massas, do ponto de vista científico. E ainda há derivações destes aspectos em muitas denominações filosóficas, religiosas ou científicas, que aqui não cabe explicar. Cada qual, com seu nível de compreensão (ou incompreensão) do assunto, mas ninguém alcançou, porque tinha que se conhecer primeiro.
Então, a referência deste assunto está no livro Universo em Desencanto. É a Cultura Racional do Terceiro Milênio - a Cultura que desenvolve o Raciocínio, sendo o Raciocínio a Raiz Mestra da Fecundação do Universo. O Livro Universo em Desencanto afirma, prova e comprova, com base e com lógica, que somos sempre os mesmos a nascer e a morrer.
Os potentados da matéria, o pensamento e a imaginação, não têm alcance para esclarecer porque somos sempre os mesmos a nascer e a morrer, porque somente foram feitos para preparar o ser humano no sentido de alcançar a si mesmo. Preparar todos pela lapidação, pelo sofrimento e pela morte, para alcançar a si mesmo. E isso já é muita coisa – a parte mais dolorosa da vida, diga-se de passagem. É como dizem os adolescentes: “crescer dói!”
O Raciocínio foi feito para todos alcançarem a VIDA que fez esta vida, pois não há efeito sem causa, depois que o ser humano alcançasse a si mesmo com os potentados da matéria. Por isso se diz que a Cultura do Terceiro Milênio é que desenvolve o Raciocínio para se ligar com a Origem. E a lógica de causa e efeito é: se existe esta vida é porque existe a VIDA que fez esta vida.
O Raciocínio é o verdadeiro ser que habita nesta classe de vida chamada de Animal Racional. Esta classe de vida tem este nome sugerindo justamente a lógica perfeita da causa e da origem – Animal de origem Racional. A causa do animal é o conjunto da matéria, mas a origem é Racional. E era a Origem, que o pensamento não podia alcançar.
Desta forma, Raciocínio é um ser de outro mundo, mundo extra matéria, mundo extraterreno.
Por ser o Mundo do Raciocínio, chamamos Mundo Racional. Ou, de forma inequívoca, consagrando a Base e a Lógica, por o Raciocínio ser o filho do Mundo Racional, é que temos as duas ligações: Racional-Raciocínio e Raciocínio-Racional.
Racional quer dizer pureza, limpeza, perfeição. Animal quer dizer deformação em transformações degenerativas. A base é o Mundo Racional – o Pai Eterno; a Lógica é a parte que se transforma – a causa dos filhos – daí surge o “Racional-Animal”, na matéria.
Bem entendido, o Raciocínio é o “SER” que anima o Racional extinto na matéria; é o dono da vida da matéria; O Raciocínio é uma IDENTIDADE permanente ao longo das novas gerações do animal racional e justifica com muita propriedade a afirmação de sermos os mesmos a nascer e a morrer.
Então, está no Raciocínio a identidade decorrente de uma INDIVIDUALIDADE que se perdeu na matéria, ou da individualidade que ficou em estado de extinção e que perdura na matéria em transformações, enquanto não se desenvolve o Raciocínio. Cada Raciocínio existente corresponde a um Racional Puro Limpo e Perfeito, como partícula do Pai Eterno, o Mundo Racional.
E cada habitante do Mundo Racional que se extinguiu no chão da Planície Racional e deu causa às transformações da matéria, necessitou de uma “máquina de energias” para manter a sua vida eterna. Mal comparando, esta “máquina de energias” é como um conjunto de equipamentos que se utilizam em UTI’s (unidades de tratamento intensivo) para manter a vida em estado de animação num hospital.
No caso dos habitantes do Mundo Racional, diz-se que ficaram em “estado de extinção”. E o nome deste “equipamento” ou “conjunto de máquinas de energias reanimadoras” chama-se de Aparelho Racional, que suporta e ampara a vida eterna na matéria.
O Racional Puro a que me refiro é o primitivo Habitante do Mundo Racional que “uns tantos” entraram progredindo por conta própria numa parte da Planície Racional e que provocaram, assim, o princípio das transformações desta parte e de seus próprios “corpos”. A conclusão deste progresso foi a extinção daqueles corpos na parte Gomosa (princípio masculino) e na parte da Resina (princípio feminino), que assim a Planície ficou dividida em duas partes: degenerada e deformada.
E em função desta transformação da Planície em duas partes é que surgiu a procriação de seres materiais gerados por duas energias que se denominam como elétrico e magnético. Mas, o animal racional tem ainda a ser considerada a origem, a identidade, o Raciocínio.
Para compreender esta conclusão a que chegaram uns tantos habitantes do Mundo Racional, devemos entender que ocorreram “duas mortes” desses tantos habitantes. Morte tem o significado de mudança da qualidade da Energia ou qualidade de VIDA dos puros limpos e perfeitos. Mudaram a qualidade de vida, morreram.
A “primeira morte” ocorreu no saírem do Mundo Racional – desligaram-se do Pai Eterno e passaram a progredir por conta própria e por isso vieram perdendo Virtudes e foram à extinção. Esta extinção é justamente a “segunda morte”, que corresponde à transformação de seus corpos nas duas partes em que se dividiu a Planície Racional – Goma e Resina.
A extinção, na verdade, não é uma morte, porque morte não existe, já que tudo se transforma. É que nem um corpo em estado de animação suspensa numa UTI. E daí podermos afirmar que a vida da matéria é uma vida provisória. Vivemos na matéria em razão de estarmos em estado de extinção da nossa segunda fórmula original, como sombra das vidas anteriores. Portanto a vida da matéria é uma terceira fórmula derivada de vidas anteriores.
Resumindo esta primeira parte de sermos os mesmos a nascer e a morrer, o Raciocínio é o mesmo a que se refere esta afirmativa, a identidade do verdadeiro ser. O Raciocínio é que vem “reencarnando” em sucessivas gerações de aprimoramento, que assim as doutrinas espíritas nos prepararam para esta compreensão num curso primário, como se fosse um espírito reencarnando. Espírito é outra classe de vida de habitantes do Mundo Racional que foram à extinção em outro campo de vida e por isso eles também não sabiam informar a verdadeira origem de todos.
Em parte, há concordância no tocante à “criação” de espíritos por um Criador para serem aprimorados nesta vida através de provações. É que o Raciocínio é uma Divina Providência para manter a vida eterna dos habitantes do Mundo Racional em estado de animação suspensa, depois de duas “mortes em energia”, até que todos chegassem a se conhecer através de sucessivas transformações e evoluções de lapidação na matéria. E chegou, agora no Terceiro Milênio, o Universo em Desencanto complementando de forma espetacular todas essas informações e dando a devida instrução de como o verdadeiro ser poderá se desvencilhar deste estado de extinção, que nele chegou, por vontade própria de progredir “longe” da regência do Pai Eterno, o Mundo Racional.

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