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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ARTIFICIALISMO & NATURALISMO


(Porfirio J. Neves)
O homem e a mulher são ferramentas da Natureza que os fez. Ferramentas quer dizer: instrumentos físicos, psíquicos ou naturais para realizar aquilo que a Natureza precisa fazer no sentido de evoluir e transformar todas estas ferramentas, o homem e a mulher, naquilo que eram e que deixaram de ser por vontade própria.

A vontade própria a que me refiro, certamente não é do homem e nem da mulher e nem do ser humano como um todo. A vontade própria se refere ao contexto em que podemos afirmar que o mundo é conseqüência de seus próprios habitantes, compreendendo assim que o elemento criador do ser humano e conseqüentemente do homem e da mulher, está naquele que habita e não naquele que vive.

O que vive é mortal, porque está em transformação. O que habita é eterno! Este não se transforma.

O que habita é um contexto, o que vive já é conseqüência do primeiro e que daí tudo se forma e se transforma em conseqüência sempre do primeiro até um terceiro ciclo de existir a vida.

Bem entendido, então: o mundo é conseqüência de seus próprios habitantes e por isso todos vivem, cada qual com sua personalidade de infante. Eis os três ciclos de vida em um: habitante, vivente, infante.

Tudo no mundo está interligado e é interdependente, porque tudo foi feito pela dona de tudo que é a Natureza. A Natureza é a grande organização da vida, a grande organização dos seres. E por isso, a Natureza promove a vida para o seu estado natural, através das transformações.

“A vida e a organização dos seres orgânicos são de uma forma tal que os seres orgânicos fazem confusões com a vida...”. Aí começamos a entender quem é a Natureza.

Isto é apenas um resumo categórico de como a Cultura Racional está nos mostrando a nossa verdadeira realidade, agora, que estamos na Fase Racional do desenvolvimento humano, deixando a classe de animal racional para trás e adentrando para a classe de aparelho racional.

Entretanto, para chegarmos ao nível de compreensão e entendimento atual é muito inteligente saber e compreender como, que de formas rudimentares de vida, pudemos chegar neste apanágio de compreensão humana. E por que destas formas primárias rudes e atrasadas nascidas do chão! Sim! E por que tudo isto começou do chão! Tudo é oportuno saber entender, consagrando sempre a lei universal de que nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

A Natureza criou, desenvolveu e mantém um alfabeto artificial usando suas ferramentas, com a finalidade de lapidar, afinar e afiar suas ferramentas: o homem, a mulher – o ser humano. O alfabeto artificial é todo esse Conhecimento que se diz extraído da mente humana.

Ninguém percebia, mas, todo o conhecimento extraído da mente humana foi intuído, irradiado, inspirado pela dona de tudo, a Natureza. Foi a própria Natureza que criou, formou, desenvolveu e aperfeiçoou este modo de saber artificial, articulado pelo pensamento e pela imaginação.

E por isso é que hoje podemos afirmar que tudo e todas estas maravilhas conquistadas pelo saber humano fazem parte de uma instrução articulada pela Natureza com o objetivo de aprimorar os seus feitos: homem e mulher, lapidando assim suas ferramentas: os seres humanos, para que tudo e todos encontrassem o seu verdadeiro lugar.

Nós não somos daqui, estamos de passagem, como dizem; então, isto tudo foi parte de um grande aprimoramento ou lapidação provocada pela Natureza, no sentido de conduzir tudo e todos de volta ao seu verdadeiro lugar, o verdadeiro estado natural, que é o Mundo Racional, de onde viemos e para onde vamos.

Agora, peço a sua atenção para um trecho extraído do livro Universo em Desencanto, onde o Racional Superior nos esclarece a respeito de todas estas transformações e por que elas foram feitas.

(H-040 p-99) “E essa foi a forma que a Natureza encontrou para que todos voltassem para o seu verdadeiro mundo, o MUNDO RACIONAL, de onde saíram para esse passeio, por livre e espontânea vontade.

Então, as transformações, que assim já foi uma infinidade delas para que todos pudessem voltar de onde saíram, do MUNDO RACIONAL. E essa é a causa de que tudo se transforma.

Todos sabiam que a morte era uma transformação. Mas não sabiam o porquê e a causa dessa transformação. E a causa é essa. Tudo se transformando, para por meio das transformações voltarem de onde saíram, do MUNDO RACIONAL”.

(Percebam que as transformações são o fator natural de evolução; continuando o texto.)

“E é por isso, que sempre existiram as mudanças de fases para melhorar o estado de todos. E tudo sempre se transformando para que por esse meio chegasse ao seu verdadeiro lugar, o MUNDO RACIONAL. Porque, se não se transformassem, nunca chegariam ao seu verdadeiro lugar.

As transformações sempre para melhorar o estado de todos. Porque vejam o que eram nas primitivas fases: monstros. E depois, houve a mudança da fase de monstros para a fase de selvagens; melhoraram. Depois da fase de selvagem para a fase de animal. Vejam como melhoraram muito! E na fase de animal, as mudanças sobre o adiantamento e o progresso. E daí surgiu a civilização.

Como vieram melhorando, a fase do pensamento. Agora, depois da fase do pensamento, a fase do raciocínio. O desenvolvimento do raciocínio, para a volta de todos para o seu verdadeiro mundo, o MUNDO RACIONAL.

E de forma que infinidades de transformações passaram para a melhoria das novas gerações. As novas gerações sempre melhorando para o entendimento mais ou menos e a compreensão mais ou menos entre todos.

E aí está a causa das necessidades das transformações.

Se transformou, para chegar, por meio das transformações, no seu verdadeiro lugar, o MUNDO RACIONAL, por serem de origem Racional. E essa é que foi a causa de existirem as transformações. Tudo sempre se transformando em novas gerações e as novas gerações com idéias renovadas, para melhorar o estado de todos pela lapidação do pensamento”.

Eis o ponto chave a que me refiro neste texto: lapidação do pensamento, dentro do contexto das transformações. Aí é que entra o artificialismo e o naturalismo – lapidação do pensamento.

É justamente na fase do pensamento que residia a confusão, porque se baseava na compreensão de seres civilizados pela lapidação do naturalismo e do artificialismo, caracterizando a classe de Animal Racional ou “homo Sapiens” como dizem alguns cientistas. E ainda continuamos com o texto do Racional.

Tanto o naturalismo quanto o artificialismo são meios de lapidação feitos pela Natureza para lapidar através do pensamento e da imaginação.

O artificialismo, como podemos bem caracterizar, é o mecanismo de pensamento baseado nas letras e nos números, formando assim um alfabeto artificial criado pela Natureza. É artificial sim, mas também é feito pela Natureza – não saber disso é que causava muita confusão no pensamento artificial humano e no pensamento natural humano também.

O naturalismo, por sua vez, é o mecanismo de lapidação baseado nos sentimentos, mas também se configura como um alfabeto do pensamento. Podemos afirmar que o pensamento naturalista é um alfabeto de sentidos ou sentimentos baseado na imaginação e no pensamento humano. Equivale a dizer que o naturalismo é uma forma de lapidar o ser humano sem ter que ir para a escola aprender as letras e as articulações artificiais.

Naturalismo e artificialismo são dois recursos naturais para lapidar o homem e a mulher através do pensamento, usando os sete ponteiros da cabeça humana combinados com os cinco sentido sensoriais e também o sexto sentido, como dizem os pensadores mais evoluídos. O natural da Natureza é o recurso que utiliza o “oitavo ponteiro” para sensibilizar e desmaterializar o verdadeiro ser Racional, aquele que habita materializado em forma de máquina do Raciocínio.

A confusão era muito forte, justamente para produzir o efeito que a Natureza sempre quis: lapidar tudo e todos para promover a evolução, vencendo assim a rudez, o atraso e a brutalidade das formas primitivas do animal racional: o “homo sapiens”. Tanto o naturalismo quanto o artificialismo, são duas correntes filosóficas do pensamento humano produzido pela Natureza usando todas estas ferramentas.

E, complementando com o texto do Racional Superior:

“E assim agora, a Fase Racional, a fase natural da natureza, chegando todos a Aparelho Racional. E de Aparelho Racional, aparelhado com o seu verdadeiro Mundo de Origem, o MUNDO RACIONAL e voltando para o seu verdadeiro mundo, naturalmente, por evolução natural da Natureza”.

Chegando todos no seu verdadeiro mundo naturalmente, sem sacrifício, por tudo ser natural da natureza. Apenas ler e reler, os recuperados, para o desenvolvimento do raciocínio”.

Eis o ponto capital da nossa compreensão acerca da Natureza: o aparelho racional chegando à conclusão do que é o “natural da Natureza”, evolução natural da Natureza. Como nos afirma o Racional Superior: por tudo ser natural da Natureza.

Então está no natural da Natureza a verdadeira compreensão humana de sua própria existência. No naturalismo e no artificialismo reside apenas a lapidação evolutiva.

“E com o tempo, a geração natural dos imunizados! Por serem filhos de imunizados pelo MUNDO RACIONAL. Vindo então o nascimento dos imunizados, filhos de imunizados Racionalmente.

Não precisando mais conhecer CULTURA RACIONAL porque já estão ligados no MUNDO RACIONAL. Já nascem favorecidos pela natureza e por tudo e pelo seu verdadeiro Mundo de Origem, o MUNDO RACIONAL”.

Que linda apoteose Racional, não é mesmo! Fase Racional é a fase em que o natural da Natureza vai imunizar todos os seres que se ligarem na Energia Racional, através da Cultura Racional do livro Universo em Desencanto, até chegar à condição dos filhos destes imunizados não mais precisarem conhecer o que é Cultura Racional.

Bem entendido, aqui, não precisando mais conhecer a Cultura Racional através da leitura do livro. Na realidade, o natural da Natureza já estará impresso nas novas gerações.

A Cultura Racional é o natural da Natureza, portanto! E as novas gerações não vão precisar aprender, simplesmente pelo fato de já nascerem sabendo e ligadas ao natural da Natureza, que é a Cultura Racional.

As novas gerações já serão completamente diferentes dos recuperados da fase do animal Racional, que ainda, na qualidade de recuperados, estão em lapidação pelo naturalismo e pelo artificialismo, buscando compreender o que é o natural da Natureza, buscando se ligar à Natureza. Então aí, a vida na Terra será um verdadeiro Paraíso Racional. Leia o livro!

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