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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A VIDA MECÂNICA E AS MECÂNICAS DA VIDA


(Prof. Porfírio J. Neves)
O ser humano na classe de Animal Racional sempre buscou compreender a vida por seus próprios meios, sua própria inteligência, seus próprios métodos. Criou nomes, inventou coisas, criou leis e regras e veio se arrastando através dos tempos sem saber por que vivia num mundo tão complicado, onde tudo parecia contrariar a sua livre vontade de ser feliz.

Quem não quer ser feliz? Todos! É a busca principal da vida de todos, sem exceções. Até os maus querem ser felizes praticando suas maldades. Esse é o problema: a busca da felicidade ganhou tantas possibilidades e variações que até o diabo quer ser feliz. Imagine, então, os filhos de Deus!

Porém, ninguém, nunca encontrou a felicidade plena, de forma positiva e duradoura. Felizes para sempre, só nos contos de fada! Momentos felizes, muitos acham pela vida afora, momentos ou fases de aparente felicidade. Digo aparente, porque sempre se acabam esses momentos de felicidade.

Tudo isso porque o ser humano, na classe de Animal Racional, não tinha em si o conhecimento verdadeiro de si mesmo e da Natureza.

Portanto, quando a humanidade se depara com um Conhecimento como é a Cultura Racional, que nos define quem somos e nos esclarece como a Natureza nos fez, deve procurar compreender os novos conceitos. Sim! A Cultura Racional é inédita na sua forma de expressar as idéias e usa palavras que nem sempre têm o mesmo significado compreendido pela ciência, ou pela religião dos homens e pelas traduções equivocadas da palavra de Deus.

Como poderia ser definido o que não sabíamos, usando tão somente o que conhecíamos? Esse é o argumento principal que justifica a necessidade de novas palavras ou palavras com novos significados ou significados mais abrangentes.

A palavra “máquina” usada no livro Universo em Desencanto, por certo, adquire um significado mais abrangente do que no alfabeto criado pelos homens. No pensamento humano, o termo: “máquina composta por Energias” não é usual porque, normalmente, uma máquina usa energia para funcionar.

A eletricidade, por exemplo, é que faz um motor elétrico funcionar; o combustível do carro é que produz a energia necessária para o seu movimento; e por aí vai. A eletricidade, o vento, a água, são combustíveis para fazerem máquinas funcionar.

Acontece que o Racional Superior, no livro Universo em Desencanto, qualifica estes “combustíveis”, ou Massas de Energia, também como sendo máquinas. A água é uma máquina, o sol é uma máquina, a terra é uma máquina.

Em termos gerais, na Cultura Racional aprendemos que “a Natureza é uma máquina de reprodução de máquinas reprodutoras”. Logo, tudo neste mundo é máquina! Veja a seguinte definição:

(T-05 p-76) “É a natureza que faz tudo. Gera, cria e mantém a máquina fabricante de vidas anormais, porque estão fora do seu verdadeiro natural. E assim, vivendo sem coisa alguma de certo saberem e atrás de estórias e conversas que mantém os sofrimentos. Então são feitos por esta máquina geradora de vidas, que são essas três partes: sol, água e terra. O sol manipula, a água gera e a terra cria. Os três reinos da fabricação da bicharada. A Justa, Força e Razão. A causa dos três reinos da bicharada”.

Então, percebam que começamos a entender melhor o que é a Natureza e que tudo está fora do verdadeiro estado natural. Logo, começamos a compreender, pelo desenvolvimento do Raciocínio, que o nosso verdadeiro estado natural não é de máquinas. É assim que nos afirma o Racional Superior: “-No Mundo Racional não há máquinas”, porque são puros, limpos e perfeitos,

Até mesmo esta nossa vida é tida como uma máquina. Isso mesmo a vida do chão é uma máquina e, por isso, podemos afirmar que é uma vida mecânica. A vida é mecânica.

(T-14 p-73) “A vida é um corpo de energia transformado em matéria elétrica e magnética. É um corpo servindo de instrumento das energias deformadas, elétrica e magnética. É uma máquina de energia elétrica e magnética”.

Que coisa fantástica! A vida do corpo de matéria é uma máquina de energias. Porém, só podemos compreender desta forma quando nosso raciocínio começa a se desenvolver pela Energia Racional.

O Raciocínio também é uma máquina, assim como o pensamento também é uma máquina e a imaginação também é uma máquina. Assim afirma o Racional Superior quando nos esclarece que temos estas três máquinas na cabeça.

Naturalmente, temos as mecânicas que acionam cada uma dessas máquinas, ou seja, os mecanismos de ativação das máquinas. E são três mecânicas para ativar cada uma dessas máquinas: mecânica material, mecânica celeste e mecânica Racional.

Ilustrando com o motor de um carro, perceba as três mecânicas que fazem funcionar o motor de um carro: o combustível corresponde à Mecânica Material; a ignição elétrica corresponde à Mecânica Celeste; e, a chave da ignição, que é acionada pela mão do motorista, corresponde à Mecânica Racional. Nesta ilustração, percebam que cada mecânica também é uma máquina.

Então, aí está para ser estudado e com muita calma, uma infinidade de relações de máquinas e mecânicas que fazem a vida funcionar, que resumem e explicam a manifestação da vida deformada.

A Cultura Racional dá provas e comprovações de ser a forma completa de avaliarmos a manifestação da vida em todos os seus pormenores e justificando a existência de tudo, quando afirma que uns tantos habitantes do Mundo Racional começaram a progredir por conta própria numa parte do Mundo Racional que não estava pronta para entrar em progresso. E nos esclarece o Racional Superior:

(H-326 p-77) “E foi uma infinidade de habitantes que saíram do Mundo Racional , e para que essa infinidade de Habitantes que saíram do Mundo Racional se materializasse, a Natureza fez todos como aparelhos de reprodução. Para que essa infinidade de Habitantes do Mundo Racional se materializasse em forma de máquina do raciocínio. Por isso, a natureza fez todos como máquinas de reprodução para dar vazão a essa infinidade de Habitantes que saíram do Mundo Racional. Para que eles se materializassem e sofressem as conseqüências por estar fora do seu verdadeiro estado natural”.

Assim podemos resumir o entendimento e a justificativa do por que esta vida é uma vida mecânica, onde tudo são máquinas e maquinismos de geração, criação e desenvolvimento, para nos fazer compreender uma coisa tão simples e que a maioria das pessoas já sabia: nós não somos deste mundo.

Claro, compreender isto com todos os detalhes, com base e com lógica, provas e comprovações, não seria possível apenas com um alfabeto primário extraído das máquinas pensantes deste mundo. As máquinas deste mundo, quando adoecem, somente têm uma cura ou uma reforma adequada que é indicada pela “fábrica das máquinas”. Somente a “fábrica das máquinas” poderia e pode dar solução a todos os problemas que vem acontecendo com as máquinas.
É assim que vemos o Mundo Racional de onde se originou tudo e todos assim serem.

A Natureza não negocia seus direitos! Não faça dívidas que o pagar é certo! Quem planta tem que colher! Tudo e todos merecem o máximo respeito! Se você foi contra alguém ou contra alguma coisa você está contra o Racional Superior, o verdadeiro Deus!

Estes são exemplos de mecânicas desta vida mecânica, as mecânicas da vida, que dão base para as análises, as avaliações e os julgamentos de todos os procedimentos. As mecânicas da vida são os procedimentos. A paciência, a persistência e a obediência são mecânicas da vida.

Por isso se diz: o saber encarar a vida é tudo!

Os julgamentos do ponto de vista certo, do ponto de vista errado. O ponto de vista errado é o ponto de vista material e o ponto de vista certo é o ponto de vista Racional.

Veja um exemplo de procedimento com a Natureza:

(T-13 p-68) “Assim como você se revolta pelas ingratidões, pelos males que façam aos seus, a Natureza também. Porque você é a Natureza, por ser filho natural dela e Ela é você. Tudo que você sente Ela também sente. Ela tem os seus filhos, que um deles é você e os outros que existem. Ela mantém você e mantém todos. Dá todo o conforto a você e a todos, Enche a sua barriga e a de todos, todos os dias, com o alimento adequado à máquina que ela gerou, formou e criou”.

Diante desta percepção da vida mecânica e das mecânicas da vida cabe um julgamento feito pelo ponto de vista certo sobre o ponto de vista errado. (R-16 p-95) “Que decepção de quem adota um sistema para ser destruído pelo sistema que adotou, por estar iludido, sonhando e cego, com máquinas para destruir sua própria vida. E assim, quantas vidas preciosas, quantos seres de valor têm sido destruídos, por admitirem o erro como certo”.

Está aí a conclusão sobre o conhecimento artificial extraído da mente das máquinas pensantes que criaram, por o pensamento ser livre, todas estas máquinas de destruição contra si mesmo.

Está na hora da humanidade se conhecer! Conhecer tudo ao seu redor e como todos podemos nos relacionar sem conflitos, sem guerras, sem discórdias, sem fabricar máquinas de destruição, desenvolvendo a nossa principal máquina, que é a máquina do Raciocínio, pela leitura do livro Universo em Desencanto.

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