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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ABORDAGEM SOBRE O RACIOCÍNIO

(Prof. João de Castro, SP)
Jamais a ciência dos encantados poderia chegar ao Raciocínio, por este poder ser apenas acessado através da Energia Racional do nosso Mundo de Origem. E o Raciocínio se liga sempre ao mesmo ser, ao qual ele corresponde, não havendo primeiro, segundos e nem terceiros, como no caso do pensamento e da imaginação.
Arthur C. Clark (2001 Space Odissey) disse que a diferença entre fantasia e ficção científica é que a primeira jamais poderá se tornar realidade, enquanto que a segunda traz à tona evidências que podem transformar o futuro. Filmes como “O senhor dos anéis” e “Jurassic Park” são exemplos disso. Não que “Jurassic Park” não seja também fantasia, mas, alguns aspectos do filme, como a clonagem, acabaram por se tornar realidade no final dos anos 90, muito embora, o conceito de trazer animais extintos ainda permaneça puramente fantasioso.
A clonagem é um dos tópicos mais discutidos e polêmicos hoje em dia. Em 1997, um cientista escocês conseguiu clonar uma ovelha, a qual ele batizou como Dolly. Dolly parecia um animal perfeito, mas com o tempo acabou por apresentar problemas de envelhecimento precoce, entre outros.
A clonagem humana, aparentemente, permanece engavetada desde que Bill Clinton sancionou uma lei proibindo a pesquisa de clonagem. Líderes religiosos se manifestaram contra o avanço nas pesquisas de clonagem humana, dizendo que a alma humana não pode ser clonada. Mas, grupos que também defendem estatutos éticos, se pronunciaram afirmando que a ciência não poderia usar um clone vivo somente como depósito de órgãos de reposição para suas "matrizes humanas".
Vários filmes foram feitos abordando a questão, “A Ilha” (atuações de Scarlett Johansson e Ewan McGregor) e “O Sexto Dia” (Arnold Schwarzenegger). “O Sexto Dia” me parece mais interessante pelas questões filosóficas e científicas que são postas. A primeira é: “Pode-se clonar a personalidade?” E a segunda: “Pode-se clonar o histórico de toda uma vivência humana?”
Para resolver estes problemas o diretor Roger Spottiswoode criou o "sync record", que no filme nos é mostrado através de um programa que escaneia o cérebro da pessoa, transformando todas as suas impressões mentais em dados, que serão transferidos para o cérebro do clone e, então, Bingo! A pessoa pode imortalizar-se vivendo de clone em clone.
Na verdade, essa idéia já havia sido explorada por um filósofo inglês, David Hume (Edimburgo, 7 de Maio de 1711 — Edimburgo, 25 de Agosto de 1776). Foi ele quem elaborou a teoria do "Eu como feixe", a qual vê a percepção do Eu como um produto de vivências e experiências transitórias, portanto uma ilusão. É sobre essa teoria que os materialistas se apóiam para dizer que não existe um Eu, mas, um conjunto de experiências que criam a ilusão do Eu.
Um outro pesquisador das ciências da computação, Ray Kurzweil, se propôs a pesquisar formas de se criar um programa que seja capaz de escanear a mente humana e de poder gravá-la em sync recordings, possibilitando a transmissão da personalidade e inteligência humanas para um corpo artificial ou clonado.
A dualidade entre vivência e personalidade é algo que se torna claro somente quando estudamos a Cultura Racional. Nos livros Universo em Desencanto iremos descobrir que existem na verdade três personalidades que se interagem na mente do indivíduo, resultado de 3 energias formadoras da Natureza e do corpo humano. Com efeito, temos as personalidades: terrestrial ou material, a elétrica e a magnética (criadas pelas energias elétrica e magnética) e a personalidade Racional ou universal (criada pela energia Racional).
David Hume estava certo na sua asserção sobre a ilusão pessoal humana, porque ele baseou-se somente nas personalidade terrestres, mas incorreu a um grande erro, acreditando que o homem seria apenas o produto das duas. Na verdade, a dualidade tem sua causa na unidade. E a unidade é o ser Racional puro, limpo e perfeito. A personalidade humana estava em constante transição, porque estava sendo regida pela personalidade Racional, para que a humanidade chegasse ao seu verdadeiro mundo de origem.
Vale dizer que a Natureza deixou no cérebro humano três máquinas que se ligam naturalmente a essas energias, que são: o hemisfério do pensamento, o da imaginação e, bem no centro, na base do cérebro, a glândula pineal, que é a máquina do Raciocínio.
Jamais os filósofos e cientistas poderiam chegar ao Raciocínio, por este poder ser apenas acessado através da Energia Racional do nosso Mundo de Origem. E o Raciocínio se liga sempre ao mesmo ser, ao qual ele corresponde, não havendo primeiro, segundos e nem terceiros, como no caso do pensamento e da imaginação.
Portanto, clonagem é obra da inconsciência de quem não se conhece - não sabe de onde veio e nem para onde vai. Caso queiram levar a cabo suas experiências, acabarão acelerando a ida da humanidade às classes inferiores.

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