
(Juliana Barros)
As relações humanas são esculpidas como as pedras.
Sob o sol, a chuva, o vento, a dificuldade.
Lapidados nos encontros e suas conseqüências.
Meu pai era garimpeiro.
Quando criança não me orgulhava desse fato.
Hoje me replico em meu pai.
Descobri que também sou garimpeira.
Herdei o apetite de descobrir preciosidades em meio às rochas.
Resgatar as virtudes fundidas no asco de nossos defeitos.
Fazer a alquimia.
Cada aparelho desperto, cada raciocínio liberto...
é um diamante garimpado.
Eu e meus irmãos acumulando nosso tesouro.
Hoje estou rica.
Saber o caminho,
vislumbrar a luz que purifica,
transmutar a dor em paz.
Cumpro a sina de meu pai.
Garimpo a preciosidade de Deus no imundo da vida.
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