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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

GARIMPANDO LUZ



(Juliana Barros)

As relações humanas são esculpidas como as pedras.
Sob o sol, a chuva, o vento, a dificuldade.
Lapidados nos encontros e suas conseqüências.


Meu pai era garimpeiro.
Quando criança não me orgulhava desse fato.
Hoje me replico em meu pai.
Descobri que também sou garimpeira.


Herdei o apetite de descobrir preciosidades em meio às rochas.
Resgatar as virtudes fundidas no asco de nossos defeitos.
Fazer a alquimia.


Cada aparelho desperto, cada raciocínio liberto...
é um diamante garimpado.
Eu e meus irmãos acumulando nosso tesouro.
Hoje estou rica.


Saber o caminho,
vislumbrar a luz que purifica,
transmutar a dor em paz.


Cumpro a sina de meu pai.
Garimpo a preciosidade de Deus no imundo da vida.

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